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CAMPANHA SALARIAL DE SÃO PAULO - 2018

APESAR DA GANÂNCIA DOS PATRÕES, SINDICATO E TRABALHADORES LUTAM E GARANTEM OS DIREITOS DA CATEGORIA
Por Suely Torres
 
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(Foto: Paulo Rogéro "Neguita")
 
Como é do conhecimento de todos, além de atrasar o processo de negociação da Campanha Salarial da nossa categoria em São Paulo, o sindicato patronal ignorou a pauta de Reivindicações dos Trabalhadores e levou para a Mesa de Negociação a sua própria Pauta, reivindicando o impossível e inaceitável: os trabalhadores deveriam abrir mão de 12 cláusulas da Convenção Coletiva de Trabalho, e mais, queriam que aceitássemos como reajuste salarial 60% do INPC. Ou seja, não queriam nem repor a inflação do período que foi de 4%. 
 
Ora, o que mais essa gente pretende tirar dos trabalhadores? Apesar de termos uma política de valorização constante dos nossos salários, não dá para arcarmos com o alto custo de vida, pois todos os dias os preços dos produtos básicos para as necessidades humana sobem, o acesso à saúde e à educação de qualidade fica cada vez mais escasso e mais difícil. 
 
Será que essa drástica realidade vivida pelos trabalhadores e o povo não basta? Será que os patrões não veem que são os trabalhadores que estão pagando, e muito caro, pela crise econômica que se instalou no país, sobre a qual não temos qualquer responsabilidade? 
 
O pior é que mesmo sabendo da situação de penúria em que vivem os seus empregados, os patrões se utilizando da nova Lei Trabalhista, na maior cara de pau, queriam que a categoria aceitasse, por exemplo, deixar de fazer a Homologação no Sindicato e perder o direito ao abono pelo Dia do Trabalhador da Categoria (Dia do Padeiro), como você pode ler no ofício abaixo, que o sindicato patronal enviou ao nosso Sindicato. 
Essa era a proposta do sindicato patronal, rejeitada pelo nosso Sindicato e pelos trabalhadores que, com muita luta, conseguiram manter todas as cláusulas na CCT e um reajuste de 4,10% nos salários e 4,50% nas outras cláusulas econômicas. Portanto, abrir mão das conquistas e direitos que temos está e sempre estará fora de cogitação. O nosso Sindicato continuará conversando com as trabalhadoras e trabalhadores para conscientizá-los, cada vez mais, da vital importância de lutarem pelos seus direitos.
 
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