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PATRONAL NÃO CUMPRE ACORDO E TRABALHADORES VÃO À LUTA!

PATRONAL NÃO CUMPRE ACORDO E TRABALHADORES VÃO À LUTA!
Por Suely Torres
 
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Campanha Salarial ABC (Foto: Paulo Rogrio "Neguita")
 
Todos sabem que a data-base da nossa categoria no ABC 1 de junho e durante as reuniões de negociações para renovação da Convenção Coletiva de Trabalho com o sindicato patronal do ABC, surpreendentemente, os patrões apresentaram uma pauta de reivindicação retirando vrias clusulas econômicas e sociais da CCT, conquistadas h dcadas pelos trabalhadores e, em contrapartida, concederiam aumento real para categoria. 
 
Os patrões queriam retirar conquistas como plano de sade, o abono do Dia do Padeiro, fim da estabilidade do retorno das frias, a ave na cesta de natal, a folga aos domingos, suspensão do pagamento da cesta bsica para trabalhadores afastados pelo INSS, não pagamento da PLR ao trabalhador afastado pelo INSS, entre tantas outras conquistas.
 
“Mas a pauta de reivindicação do patronal não parou por a. Eles propuseram ainda a adoção do banco de horas; diminuição do horrio das refeições para 30 minutos; fracionamento das frias em três (3) vezes; compensação de horas extras na semana posterior; dispensa do controle de jornada para as empresas com at 20 funcionrios; retirada da estabilidade no perodo de dissdio coletivo e tantas outras aberrações. ” Diz Chiquinho Pereira, presidente do nosso Sindicato. 
 
A bancada dos trabalhadores, de pronto, rejeitou a proposta do patronal, ficando acordado entre as partes (Sindicato dos Trabalhadores e sindicato patronal) que todas as clusulas das Convenções Coletivas anteriores seriam mantidas e o reajuste seria de 3,50%, considerando, praticamente, apenas a reposição da inflação do perodo. Essa proposta menos prejudicial para os trabalhadores, pois garante a manutenção de inmeros direitos.
 
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Campanha Salarial ABC 2017: Assembleia de aprovação da proposta do patronal (foto: Paulo Rogrio "Neguita")
 
ROMPENDO O ACORDO 
 
Lamentavelmente, depois de realizado e selado o Acordo, inclusive de ter finalizada a redação da Circular em conjunto, o sindicato patronal rompeu o Acordo e alterou a minuta colocando todos os itens que retiravam os direitos que constavam na Convenção Coletiva anterior, demonstrando, claramente, que não cumpre com a palavra dada. Para ns, essa uma atitude pouco convencional de pessoas que se dizem representar um dos maiores setores econômicos do pas. 
 
Alm de fazer outro documento alterando o Acordo, o sindicato patronal teve a insensatez de enviar um comunicado aos escritrios de contabilidade das empresas da região, onde expressa claramente que “todo desconto havido em folha de pagamento referente mensalidade associativa para repasse aos sindicatos dos trabalhadores ou contribuição assistencial ser de inteira responsabilidade da contabilidade. ”
 
Ao tomar conhecimento da atitude lastimvel dos patrões, o nosso Sindicato encaminhou ofcio reiterando o que foi Acordado na Mesa de Negociação e, portanto, rejeitando as modificações proferidas pelo sindicato na minuta da CCT. Ou seja, para o nosso Sindicato o que vale o que foi Acordado entre as partes e não as alterações feitas pelos patrões na calada da noite, de forma desrespeitosa e, no mnimo, de maneira estranha ao processo democrtico que deve percorrer uma negociação.

ATITUDES GROSSEIRAS E OPORTUNISTAS DO SINDICATO PATRONAL
 
Para Chiquinho Pereira, “a atitude do sindicato patronal foi, no mnimo, grosseira e oportunista. Grosseira porque o normal que se espera de uma pessoa, de um governo ou de uma entidade representativa que cumpra o que foi negociado. Não admissvel e, muito menos, nem de bom tom que um sindicato sente para negociar e depois de finalizado o Acordo entre as partes, de ter sido publicado em jornal, divulgado para os trabalhadores, empresas e escritrios de contabilidade faça alterações na redação do documento que foi redigido por ambos.” 
 
“Oportunista porque o sindicato patronal aproveitou a aprovação da Lei 13.467/2017, que trata da Reforma Trabalhista - a qual s entrar em vigor a partir do dia 13 de novembro - para retirar da Convenção Coletiva de Trabalho, inmeros direitos dos trabalhadores. Inclusive, interpreta de forma equivocada a aplicação da Lei, quando exige a suspensão da contribuição associativa, numa demonstração clara de tentar prejudicar as ações do nosso Sindicato. O patronal ignora o fato da Lei 13.467/2017 ainda estar sendo debatida pelo governo e centrais sindicais, pois existem pontos que necessitam de ajustes, os quais serão realizados atravs de Medida Provisria. ” Relata o sindicalista. 
 
O nosso Sindicato preza pela responsabilidade, transparência e democracia no trato das questões que envolvem os interesses dos trabalhadores. Desta forma, alm de encaminhar vrios documentos ao sindicato patronal, as empresas e aos escritrios de contabilidade reafirmando sua posição perante o que foi Acordado, acha fundamental relatar aos trabalhadores as dificuldades que estão sendo impostas pelos patrões em assinar aquilo que eles j haviam concordado.
 
importante ainda que todos os trabalhadores saibam que mesmo com essa atitude grosseira e oportunista do sindicato patronal, as empresas estão mantendo os Acordos e a Convenção Coletiva, cumprindo o compromisso com os trabalhadores, o que comprova a relação de confiança e de respeito mtuo com o nosso Sindicato. 
 
Portanto, trabalhadores e trabalhadoras da nossa categoria no ABC, se preparem, pois a nossa luta continua. Vamos nos organizar para evitar a perda de nossos direitos e conquistas. Vamos luta por nenhum direito a menos!
 
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