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Rejeição da reforma na CAS amplia chances de vitria sindical

Matria publicada no site da Agência Sindical - 20/06/2017

Vitria dos trabalhadores, derrota do governo. A Comissão de Assuntos Sociais (CAS) do Senado rejeitou nesta terça (20), por 10 votos a 9, o relatrio da reforma trabalhista elaborado pelo senador Ricardo Ferraço (PSDB-ES), que reproduzia o texto aprovado pela Câmara.

 
Com a rejeição do relatrio de Ferraço, a presidente da CAS, Marta Suplicy (PMDB-SP), pôs em votação relatrio de Paulo Paim (PT-RS) vetando o texto de Ferraço – que foi aprovado de forma simblica. Mas a tramitação da reforma ainda passa pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e segue a plenrio, que poder vot-la entre os dias 4 e 5 de julho.
 

 

O texto j havia sido aprovado pela Comissão de Assuntos Econômicos (CAE). Dia 13, o relator leu parecer favorvel aprovação da reforma e rejeitou todas as emendas ao texto, mantendo o teor do projeto aprovado na Câmara.
 
Diap - Para o diretor do Diap Antônio Augusto de Queiroz, a derrota do governo significa “uma injeção de ânimo no movimento sindical, que estava um pouco desanimado frente perspectiva de placar adverso na Comissão de Assuntos Sociais”. “Essa reviravolta mostra que os senadores estão permeveis ao desgaste do governo, principalmente quando se aproxima o perodo eleitoral. Est cada vez mais claro que um governo com tamanha ilegitimidade não tem como conduzir reformas tão profundas”, avalia Toninho. 
 
O diretor do Diap avalia que a vitria reforçar a mobilização sindical nas bases e tambm nas lutas unitrias. “As chances do projeto retornar Câmara dos Deputados aumentaram fortemente”, ele avalia.
 
Pressão - Logo aps a votação na CAS, a Agência Sindical ouviu Lourival Figueiredo Melo, presidente da Feaac no Estado de SP e secretrio-geral da CNTC. A ação que resultou em vitria na CAS, segundo ele, precisa prosseguir. “Mais do que nunca, devemos dialogar com os senadores e mostrar em suas bases eleitorais o nosso descontentamento”, afirma.
 
H meses, a CNTC (Confederação Nacional dos Trabalhadores no Comrcio) mantm equipe tcnica em contato dirio com os senadores ou suas assessorias. A entidade tambm orienta e municia seus filiados no corpo a corpo com senadores em suas bases. “Avançamos. Mas preciso afinar esse trabalho, expor nossas posições e dialogar”, recomenda Lourival.
 
O secretrio-geral da CNTC elogia o senador Paulo Paim. Ele diz: “Paim tem sido um soldado incansvel da nossa causa. Sabe ser firme na defesa de princpios, mas tambm se mostrar flexvel na hora de dialogar e negociar”.